O deepfake que já passou pelo seu liveness — e a certificação que prova que o seu não passa
Segurança Ofensiva 📅 2026-08-14 ⏱ 12 min min de leitura

O deepfake que já passou pelo seu liveness — e a certificação que prova que o seu não passa

Biometria Deepfake CEN/TS 18099 IAD Liveness Compliance Fraude Digital Segurança Ofensiva
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Seu onboarding pede que o usuário pisque, vire a cabeça, siga um ponto na tela. Ele faz tudo certo. O liveness aprova.

E aprova corretamente — porque o vídeo é de uma pessoa viva, que pisca, vira a cabeça e segue o ponto. Ela só não é o titular da conta. E, cada vez mais, ela não existe.

O fraudador não estava na frente da câmera. Ele instalou uma câmera virtual no próprio computador, alimentou esse dispositivo falso com um vídeo gerado por IA, e o seu SDK recebeu um stream que, do ponto de vista da aplicação, é indistinguível de uma webcam real. Nenhum artefato de tela. Nenhuma borda de papel. Nenhuma textura de máscara. Não houve apresentação nenhuma para detectar.

O ataque que a sua defesa não foi construída para ver

Isso é um ataque de injeção: a amostra biométrica é substituída depois da captura e antes da análise. E ele tem uma propriedade que devia tirar o sono de qualquer diretor de fraude: ele é script.

Um ataque de apresentação exige um fraudador fisicamente presente, com um artefato físico, diante de um dispositivo por vez. Não escala. Um ataque de injeção bem-sucedido roda em servidor, em paralelo, milhares de vezes por hora, com custo marginal próximo de zero por identidade fraudulenta. É a diferença entre um assaltante e uma botnet.

Se o seu produto biométrico nunca foi testado contra esse vetor, você não sabe se ele resiste. E nunca foi testado é a situação da esmagadora maioria dos sistemas em produção no Brasil hoje.

O certificado que você já tem não cobre isso

Esta é a parte que custa caro descobrir tarde. Existem duas famílias de ataque a sistemas biométricos, com normas diferentes:

Ataque de ApresentaçãoAtaque de Injeção
Como aconteceFisicamente, na frente do sensorNo fluxo de dados, depois da captura
ExemplosFoto impressa, máscara, vídeo na telaCâmera virtual, interceptação, replay
Norma que medeISO/IEC 30107 (PAD)CEN/TS 18099:2024 (IAD)
Escala do ataqueBaixa — um por vez, presencialAlta — automatizável
Você provavelmente temCertificadoNada

A defesa de PAD analisa a imagem procurando sinais de que houve uma apresentação falsa. O ataque de injeção não produz nenhum desses sinais — porque não houve apresentação. O detector olha para o frame e vê exatamente o que espera ver numa captura legítima.

Um produto pode ter avaliação PAD de nível alto e cair no primeiro teste de câmera virtual. Isso não é falha do laboratório de PAD: é uma pergunta que aquela avaliação nunca se propôs a responder.

Se o seu fornecedor de biometria responde temos certificação de liveness quando você pergunta sobre injeção, ele acabou de responder outra pergunta.

A régua nova do mercado — e a janela de vantagem

A UNE CEN/TS 18099:2024 — Biometric data injection attack detection é a primeira especificação técnica europeia a tratar esse vetor com metodologia formal: níveis de avaliação escalonados, pisos objetivos de cobertura, classificação de ataque rastreável e critérios binários de aprovação.

Para quem vende. É o primeiro documento com o qual você consegue provar resistência a injeção de forma comparável, auditável e aceita pelo jurídico do comprador. Enquanto for exceção no mercado, é diferencial competitivo direto em RFP. Quando virar exigência padrão — e vai —, é ingresso.

Para quem compra. É a pergunta que separa fornecedor com engenharia de fornecedor com marketing. Cinco minutos de conversa sobre o Security Target de um fornecedor dizem mais sobre a maturidade dele do que uma apresentação comercial inteira.

A janela de vantagem existe agora e não é permanente. O número de fabricantes de biometria no Brasil com avaliação IAD formal ainda cabe em uma mão. Ser um deles, hoje, é uma frase que vende. Daqui a dois anos, é o mínimo esperado.

O que você recebe ao final

Dois documentos, com funções distintas.

Letter of Confirmation — o ativo comercial

Documento público e resumido, atestando o nível de conformidade atingido, o produto e a versão avaliados, e a metodologia aplicada. É a peça que vai para:

  • resposta a RFP e concorrência pública
  • due diligence do seu cliente corporativo
  • material comercial e site
  • discussão com área de risco e compliance do comprador
  • diligência de investidor e M&A

Relatório Técnico — o ativo de engenharia

Documento confidencial, com a estrutura de nove seções exigida pela norma: matriz completa de ataques executados, o que resistiu e o que não resistiu, classificação de cada achado, métricas de bona fide, análise de versão de componentes e recomendações. Na prática, ele vira roadmap de segurança do produto — priorizado, com evidência, e com o custo de cada ataque estimado pela régua da norma.

Um ponto de honestidade que outros fornecedores omitem: a CEN/TS 18099:2024 ainda não possui esquema formal de certificação por organismo credenciado. Não existe hoje um selo emitido por acreditador. Quem promete isso está vendendo algo que não existe — e você descobre no primeiro questionamento sério do jurídico do seu cliente.

O que existe, e o que laboratórios internacionais praticam para normas equivalentes, é exatamente o modelo acima: Relatório Técnico + Letter of Confirmation atestando conformidade metodológica. É verificável, é defensável, e é isso que a Antisec entrega — com essa distinção escrita no próprio documento.

Três níveis. Escolha o que o seu mercado exige.

Basic (Nível 1)Substantial (Nível 2)High (Nível 3)
Espécies de instrumento de ataquecobertura reduzida1015
Métodos de ataque distintos1+23
Perfil de adversário cobertooportunistaorganizadoespecializado e financiado
Indicado paraproduto em validaçãoproduto em escalaserviços financeiros, governo, alto valor

Um detalhe que economiza dinheiro: um ciclo dimensionado para o nível High cobre automaticamente os pisos dos níveis abaixo. Isso permite registrar o veredito dos três níveis em uma única avaliação, sem contratar três trabalhos independentes. É assim que estruturamos os projetos por padrão.

Não sabe qual nível o seu mercado vai exigir? Essa é uma conversa de 20 minutos, não de proposta. Falar com um especialista.

O que precisa ser verdade para você passar

A norma cobra duas coisas ao mesmo tempo — e é aqui que a maior parte dos produtos descobre onde está de fato.

1. Resistir aos ataques do nível avaliado. Não a todos os ataques concebíveis: aos ataques classificados naquele nível ou abaixo, segundo a metodologia de rating da própria norma. Um bypass que exige três semanas de trabalho especializado e conhecimento interno do produto não derruba uma avaliação de nível Basic — ele é registrado como risco residual. Um replay de payload que qualquer pessoa reproduz em quinze minutos derruba todos os níveis. A classificação é o que torna o resultado justo e comparável.

2. Não maltratar o usuário legítimo. A norma exige a taxa de rejeição de usuários reais (BPCER) dentro do alvo — recomendado no máximo 15% — apurada sobre no mínimo 300 transações legítimas coletadas durante a avaliação.

Esse segundo critério é o que impede a saída preguiçosa: um sistema paranoico que bloqueia metade dos clientes reais passaria com folga no primeiro critério. A norma fecha essa porta. E é por isso que uma avaliação IAD bem conduzida não é só um selo de segurança — é também um número de atrito que o seu time de produto pode levar para a diretoria.

Por que a Antisec

Uma avaliação IAD só vale o que vale a capacidade real de montar o ataque. Preencher formulário qualquer consultoria faz. Construir o pipeline de câmera virtual, interceptar a fronteira entre JavaScript e WebAssembly, contornar watchdog de integridade, montar o replay e produzir os instrumentos de ataque — deepfake, morphing, face reenactment, rosto sintético — é trabalho de red team. É o que fazemos há mais de dez anos.

  • +400 projetos entregues em segurança ofensiva
  • 10+ anos de operação ofensiva contínua
  • 100% de taxa de satisfação
  • 0 incidentes não detectados pós-pentest
  • Exploração manual, conduzida por especialistas sêniores — não varredura automatizada com relatório reembalado

E três coisas específicas desta linha de serviço:

Instrumental já montado. Os pipelines de ataque — câmera virtual, hooking client-side, interceptação de canal, replay — estão construídos e documentados. Isso não encurta o rigor; encurta o calendário. Você paga execução, não montagem de laboratório.

Escopo declarado, inclusive o que não testamos. PAD e avaliação de secure elements estão fora do escopo desta norma, e isso está escrito no documento. Cliente que recebe um relatório nosso sabe exatamente o que foi coberto — e é isso que faz o documento sobreviver à auditoria do cliente dele.

Janela de remediação. Se um teste falhar, você não recebe um carimbo de reprovação. Você recebe a comunicação formal, corrige, nós reexecutamos, e a matriz retoma do ponto onde parou. A avaliação existe para tornar o seu produto defensável — não para produzir um veredito ruim com o qual ninguém pode fazer nada.

Como funciona o projeto

Seis etapas, com o seu time envolvido apenas onde é indispensável:

EtapaO que exige de você
0Security Target — documento formal de ativos, ameaças e funções de segurança, assinado pelas duas partesAlgumas horas do time de produto
1Mapeamento dos métodos e instrumentos de ataque contra o seu produtoNada
2Execução da matriz completa, com evidência de cada ataque — inclusive dos bloqueadosAmbiente de teste estável
3Classificação de cada achado pela metodologia de rating da normaNada
4Métricas de usuário legítimo — as 300+ transaçõesVoluntários (comece no dia 1)
5Emissão — Relatório Técnico + Letter of ConfirmationNada

O gargalo real não somos nós. A parte controlada pela Antisec fecha em dias úteis contados. O que determina a data de emissão é a coleta das transações legítimas, que depende do seu calendário de voluntários. Por isso a orientação é sempre a mesma: essa trilha começa no dia 1, em paralelo — não depois que os testes técnicos terminarem.

Mas eu ainda não sou obrigado a ter isso

Correto. E é exatamente por isso que agora é o momento certo. Quatro objeções que ouvimos, e as respostas honestas:

Já tenho certificação de liveness/PAD

Ela responde por ataques presenciais. Não faz nenhuma afirmação sobre injeção. Se você apresentá-la como cobertura de injeção num RFP e o avaliador técnico do outro lado souber a diferença, o efeito é o oposto do pretendido.

Não é exigência regulatória ainda

Ainda. Enquanto não é, ter é diferencial. Quando passar a ser, quem já tem apenas renova; quem não tem entra na fila com o produto parado. E a fila de um mercado inteiro correndo ao mesmo tempo não é curta.

Vai travar o roadmap do meu time

A demanda sobre o seu time se concentra em duas frentes: algumas horas para o Security Target e a coleta de voluntários. A execução técnica é nossa, contra um ambiente de teste. Nenhum sprint de produto é sequestrado.

E se meu produto não passar?

Então você descobriu, num ambiente controlado e sob acordo de confidencialidade, aquilo que um fraudador descobriria em produção — e tem a janela de remediação para corrigir antes de qualquer veredito ser consolidado. O cenário caro não é falhar na avaliação. É passar no seu próprio teste interno e falhar no onboarding real, com prejuízo, com incidente reportável e com o cliente corporativo assistindo.

Quem já deveria estar nessa conversa

  • Fabricantes de SDK biométrico, liveness e KYC — para vocês, a Letter of Confirmation é ativo de vendas, não custo de compliance.
  • Bancos, fintechs e adquirentes que integram biometria de terceiros — a pergunta correta ao seu fornecedor está três seções acima.
  • Seguradoras, saúde e setor público com prova de vida remota — onde a injeção bem-sucedida vira pagamento indevido, não apenas acesso indevido.
  • Times de produto prestes a lançar autenticação facial — um Security Target escrito antes do lançamento custa uma fração do redesenho depois.

O que fazer hoje, de graça

Três verificações que o seu time roda esta semana, sem contratar ninguém:

  • Teste de replay. Capture o payload de uma verificação biométrica bem-sucedida. Amanhã, em sessão nova, reenvie o mesmo payload. Se o backend aceitar, você tem um problema de fundação que nenhum modelo de detecção de deepfake resolve.
  • Integridade do carregamento do SDK. Se o script do seu SDK biométrico vem de CDN sem verificação de integridade, o atacante não precisa burlar o SDK — ele substitui o SDK.
  • Onde mora a decisão. Se a resposta esta transação é legítima é produzida no navegador do usuário, ela é produzida na máquina do adversário.

Se qualquer uma das três te deixou desconfortável, a conversa seguinte é conosco.

Sua biometria já foi testada contra injeção — ou só contra apresentação?

A Antisec executa avaliações de detecção de ataques de injeção biométrica conforme a UNE CEN/TS 18099:2024, nos três níveis, para plataformas Web e mobile. Escopo fechado, prazo definido, sem custo oculto — e com a distinção entre conformidade metodológica e certificação acreditada escrita no próprio documento, porque é assim que um atestado sobrevive à auditoria de quem vai lê-lo.

Entregáveis: Security Target · Matriz completa de ataques · Relatório Técnico · Letter of Confirmation · Apresentação de resultados para a diretoria.

Solicitar avaliação de segurança — resposta em 24h, sem compromisso. Escopo e investimento definidos na primeira conversa.

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